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Acidente Ambiental em Joinville e seus Efeitos no Meio Ambiente

No dia 29 de janeiro de 2024, um grave acidente envolvendo produtos perigosos ocorreu na região da Serra Dona Francisca, localizada no município de Joinville, em Santa Catarina. Este incidente resultou na contaminação do principal manancial de água da cidade, responsável por abastecer aproximadamente 75% da população local.


Durante o acidente, o Ácido Lineal Alquilbenzeno Sulfônico (LAS) foi derramado, contaminando o Rio Seco, que é um dos afluentes do Rio Cubatão. Este último é o manancial utilizado não apenas para o abastecimento de água em Joinville, mas também em municípios vizinhos.

 

Tal composto químico é um surfactante da família dos ácidos sulfônicos, utilizados para a fabricação de shampoo, catalizadores, detergentes, lubrificantes, desengraxantes e muitos outros.  No Brasil, o limite para substâncias como essa em corpos d’água utilizados para abastecimento é de 0,5 mg/L (Resolução CONAMA 357/2005).

 

Devido a contaminação do manancial, o tratamento e abastecimento de água na cidade foi interrompido por cerca de 20h, retomado apenas quando a concentração do contaminante reduziu a níveis aceitáveis. Entretanto, apesar de liberado para tratamento, o manancial continuou a sofrer os impactos da contaminação.

 

De acordo com COLPANI (2012), a presença de ácidos sulfônicos em recursos hídricos produz a formação de espumas e redução do oxigênio na água, além de ter efeito tóxico em concentrações acima de 1,0 mg/L. Por conta da espuma, a qualidade das águas é comprometida devido a alteração de parâmetros como pH e dureza (PINHEIRO, 2008).

 

Em relação ao oxigênio dissolvido na água, os níveis ideais são essenciais para a respiração dos organismos aquáticos como peixes, invertebrados e microrganismos. Os níveis baixos de oxigênio podem levar a morte de tais organismos e a degradação de todo o ecossistema aquático.

 

Quando presente nas margens, o derramamento de ácidos sulfônicos pode provocar queimaduras em plantas e serres vivos na primeira camada da terra e se não for removido ou neutralizado, pode ainda atingir camadas mais profundas do solo e provocar uma acidificação do meio, afetando a fertilidade e a saúde do ecossistema terrestre.

 



Diante desses eventos, torna-se evidente a necessidade urgente de aprimorar a proteção ambiental, fortalecer o monitoramento dos corpos d'água e implementar medidas eficazes de remediação para enfrentar os desafios colocados por acidentes desse tipo.

 

É imperativo que empresas e autoridades adotem práticas mais responsáveis e sustentáveis, visando não apenas evitar danos ambientais e sociais, mas também promover a preservação dos recursos naturais para as gerações futuras.




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